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sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Mais de 7000 no Campo Pequeno

Um campo imenso de força e confiança





Mais imagens aqui.

terça-feira, 16 de Junho de 2009

I´m lucky too...

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

O prometido é devido, sr. iiingenheiro!



Excelente a última música dos Xutos: OUVE AQUI

terça-feira, 7 de Abril de 2009

Vale tudo na campanha do PS

ALENTEJO - O REGABOFE DO PS CONTINUA - PARECE O VALENTIM DOS ELECTRODOMÉSTICOS

Do cheque ministerial da EDP aos sete anúncios de meio IP8,

Vale tudo na campanha do PS

Também no Alentejo intensifica-se a campanha do PS visando ludibriar a opinião pública e desse modo tentar manter-se no poder apesar das desastrosas políticas destes quatros anos.
Cheques de empresas oferecidos por ministros, intervenção directa de governadores civis na vida partidária, propaganda de obras que ainda não começaram, visitas promocionais de governantes, colocação de candidatos do PS em altos cargos de empresas públicas, manipulação de estatísticas do desemprego, pressões sobre trabalhadores precários, ataques à comunicação social – vale tudo para o partido de José Sócrates.O episódio foi noticiado: o ministro da Economia, numa operação coordenada pelo governador civil de Beja, deslocou-se à vila alentejana de Aljustrel, para oferecer à direcção do clube desportivo local – do qual o presidente, «por acaso», é o candidato do PS ao município – um cheque de 5 mil euros... da EDP. Tudo testemunhado por uma equipa da RTP previamente convocada por assessores ministeriais. Ora, sem contar com o despudorado envolvimento de figuras e meios do Estado numa campanha partidária, ainda que camuflada, é inaceitável que um governo decente deixe impune a «contribuição» de uma empresa a um clube através de um ministro. Quanto à participação do governador civil de Beja directamente na campanha do PS, é habitual, com total impunidade: já depois disso, assistiu a uma conferência de imprensa de um candidato «socialista» em Beja.Outro exemplo da publicidade enganosa a que recorre o Governo PS tem a ver com o futuro Itinerário Principal n.º 8, ligando Sines, no litoral, a Vila Verde de Ficalho (Serpa), na fronteira, uma via recorrentemente prometida em períodos eleitorais. O primeiro-ministro, depois de muitos projectos e estudos, deslocou-se a Beja, montou uma tenda luxuosa e revelou que o IP8, no quadro da Concessão Baixo Alentejo, iria avançar, mas somente entre Sines e Beja, e com portagens. Meses mais tarde, em Sines, voltou a garantir a adjudicação da estrada «para breve». Já este ano, fez uma deslocação-relâmpago a Ferreira do Alentejo, e, noutra tenda, formalizou a adjudicação da concessão, que inclui meio IP8 rebaptizado de A26. Nos dias seguintes, um ministro e um secretário de Estado estiveram em Sines, Santiago do Cacém, Beja e Évora a anunciar uma vez mais o IP8 e a Concessão Baixo Alentejo, cuja adjudicação – soube-se entretanto – implicou a entrega à Estradas de Portugal, pelo concessionário, de avultada verba para propaganda, aliás já profusamente distribuída. E, é claro, até à data, ainda não arrancou qualquer obra da concessão!
Não olhar a meios
Para minimizar os efeitos desastrosos das suas políticas neoliberais (o que não impediu Sócrates de tornar-se, de repente, um «defensor» de uma maior intervenção do Estado – para nacionalizar os prejuízos de fraudes bancárias e distribuir milhões pelos banqueiros), o PS não olha, pois, a meios: manipula estatísticas do desemprego e pressiona trabalhadores precários; ataca a comunicação social que não lhe presta vassalagem; utiliza empresas públicas, como a EDIA, para «promover» candidatos a autarquias; desresponsabiliza-se da situação de desastre no País assacando todas as culpas à «crise internacional», tal como antes atribuía ao «défice» os sacrifícios exigidos.Face ao fracasso da governação PS, os trabalhadores têm nas eleições deste ano oportunidade de condenar nas urnas as opções do PS que arruínam o País. O reforço das posições, expressão e influência eleitorais da CDU é «uma condição para a concretização de uma ruptura com a política de direita e para abrir caminho a uma nova política que, vinculada aos valores de Abril e à Constituição da República, assegure um futuro e uma vida melhores para os trabalhadores e o povo, num país mais justo, desenvolvido e soberano».

quinta-feira, 26 de Março de 2009

Publicidade enganosa



Pena que a maioria dos portugueses não se apercebam destas aldrabices e não percebam que este governo nada faz para defender os jovens e os trabalhadores. É tudo showoff...

sexta-feira, 20 de Março de 2009

A talhe de foice

De visita



Na última sexta-feira, centenas de milhares de pessoas vieram «de visita à capital».
O dia estava soalheiro, os autocarros eram fretados, pelo que nada melhor do que uma passeata até Lisboa, tanto mais que o objectivo era «gritar a indignação que sentem contra o desemprego, que sofrem na carne, a pobreza, a incerteza quanto ao futuro, dos próprios e dos filhos e netos, e das ostensivas – e não resolvidas – desigualdades sociais, que em vez de serem corrigidas se agravam».
Foi mais ou menos assim que Mário Soares se referiu (DN de 17 de Março) à «megamanifestação» de dia 13 – a classificação é dele – combinando de forma sub-reptícia insinuações depreciativas com o reconhecimento da grave situação que afecta os trabalhadores portugueses, com o único objectivo de mandar avisos à navegação do Governo, já que na sua douta opinião «uma megamanifestação não resolve nada» mas – ano de eleições obriga –, «alerta os responsáveis para o que tem de ser imperativamente resolvido».
Insinuando que o bom tempo ajudou à mobilização dos manifestantes vindos «de todo o País» e que ninguém teve de se preocupar com o transporte, Soares omitiu aspectos que «por acaso» são determinantes para se avaliar quão profundo é o descontentamento popular e a determinação para a luta. O primeiro «pormenor» é que os trabalhadores, por mais que gostem de passear ao sol da capital em dia de semana, só o podem fazer (não estando de férias) cumprindo greve. O que tem pesados custos, como Mário Soares tem obrigação de saber, mais a mais em tempos de pobreza. Depois, vale a pena lembrar que os preços dos autocarros fretados – módicos que sejam – resultam na justa medida das quotizações sindicais, fonte de receita dos sindicatos que estão ao serviço dos trabalhadores e não em negociatas pouco claras que nada têm a ver com o sindicalismo. Acresce que para este tipo de «visitas» à capital muitos dos manifestantes têm de se levantar de madrugada, preparar o farnel e sujeitar-se à canseira de longas horas de viagem, para já não falar do palmilhar rua abaixo e rua acima nas avenidas lisboetas. É claro que certos comentadores da nossa praça têm como adquirido que trabalhador adora levantar cedo e deitar tarde, não perde uma oportunidade para picnicar sandes, cerveja e pastéis de bacalhau, e não desdenha moer o corpo em «passeios», de habituado que está a fazê-lo a trabalhar. Mas ainda assim, convenhamos não ser intelectualmente muito honesto sugerir sequer que o faz como um pau mandado, ainda que com muito e legítimo protesto atravessado na garganta.
Importa dizer, em abono da verdade, que os recados de Soares ao PS estão dificultados de há muito pela arrogância autista de Sócrates, que ainda esta semana escolheu a reunião da Tendência Sindical Socialista – onde João Proença foi mais uma vez escolhido como «candidato» a secretário-geral da UGT –, para zurzir nos sindicatos da CGTP-IN, que por acaso até são a maioria em Portugal, e perorar sobre «o sindicalismo livre de influências e agendas partidárias» de que a UGT seria o paradigma. Seria risota de ir às lágrimas se não fosse trágico. Perante tal fenómeno, Soares terá de se esforçar muito mais, faça chuva ou faça sol, para não de se confrontar com mais megavisitas.


Anabela Fino in Avante

segunda-feira, 2 de Março de 2009

Sinopse

O capitalismo afunda-se mas alguns continuam teimosamente a dar-lhe a mão e a puxá-lo das profundezas

A economia mundial está em crise. Os economistas tendem a ficar com os cabelos em pé (os poucos que ainda têm). Os políticos reúnem-se e deixam-se fotografar juntos, falam de confiança (tentam fazer passar essa mensagem) para logo depois, em privado, se libertarem do nó da gravata que os afronta… Os governos gerem empréstimos milionários para salvar os bancos. Os ricos tornam-se humildes e deixam de pensar (no momento) que o automóvel que compraram o ano passado já está ultrapassado. O resto do mundo aperta o cinto para aguentar o temporal. Os afortunados que ainda têm emprego rezam ao seu deus para que os ajude a não perdê-lo. À margem, parecem estar os outros, os que ficaram sem emprego, sem casa e sem um deus que os ajude…